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Publicado em: 11 de fevereiro de 2025
Não é de hoje que ouvimos falar sobre os impactos da poluição em nossa saúde. Viver na maioria das cidades é conviver com a poluição do ar. E não temos como escapar, são os efeitos da urbanização! Contudo, entre os tantos impactos dessa relação, precisamos destacar o vínculo entre poluição e pele.1
A literatura mostra que a poluição atmosférica está relacionada a diversas doenças de pele, como, por exemplo, a dermatite atópica.1 Nesse sentido, desenvolvemos este conteúdo para sanar as suas dúvidas sobre esse assunto.
Se você quer saber mais sobre o tema, fique por aqui e descubra como se proteger!
Imagine que o ar carrega todos os tipos de partículas contaminantes, de gases de combustão de carros e de indústrias à fumaça de cigarros e diversos compostos orgânicos que se transformam em vapor.1 Todas essas partículas são depositadas diretamente na nossa pele e isso está comprovado que pode danificá-la ao gerar um estresse oxidativo, ou seja, resulta em prejuízos, como o envelhecimento da pele.1,2
Nos cenários mais graves, podem ocorrer doenças inflamatórias, como a dermatite atópica, já mencionada.1 Outro problema citado em estudos científicos como resultado da ação da poluição é o câncer de pele.1 Isso porque toda essa poluição atmosférica é capaz de alterar a estrutura da pele.1 Já a alopecia está relacionada à fumaça de cigarro.1
Em palavras mais detalhadas, o tal estresse oxidativo que acontece quando a pele é exposta à poluição, é resultado da formação do que a ciência nomeia de espécies reativas de oxigênio, e da produção das citocinas pró-inflamatórias.1 E então nessa fase, surgem os problemas que ressoam mais familiares: temos uma queda na produção do colágeno e a pele adquire o aspecto envelhecido, quando aparecem as rugas profundas e também manchas desiguais e esparsas.2
A partir dos 25 anos, é fato que a nossa pele começa a passar por mudanças significativas, perdendo elasticidade e sustentação, por exemplo. Esse é um processo natural de envelhecimento.3
No entanto, um estudo feito na Alemanha, que considerou a exposição à poluição causada pelo tráfego de veículos, mostrou muitas pessoas com envelhecimento precoce da pele, acompanhado por manchas em diversas partes do rosto e das mãos. Para completar, os pesquisadores também notaram a presença de áreas mais flácidas e até o surgimento de rugas.4
Um grande problema nessa relação entre poluição e pele é que os efeitos são potencializados com a interação do sol e da poluição em contato com a nossa pele!3
Ao que aponta a maioria das pesquisas sobre poluição e pele, a dermatite atópica é a doença crônica inflamatória da pele que mais se agrava em ambientes poluídos e a que mais tem aumentado entre populações urbanas.2
Considerada uma doença crônica de pele, a dermatite atópica tem entre as suas principais características, a pele seca com lesões que podem ser avermelhadas e também escamosas, e causam muita coceira.5
A parte mais externa da nossa pele é composta por uma camada de lipídios, água e proteínas que formam a barreira cutânea responsável por assegurar a hidratação. Quando a pele é exposta aos agentes atmosféricos poluentes, essa camada sofre estresse oxidativo e se altera, prejudicando a capacidade de manter a hidratação.2
Esses sinais e sintomas causam alteração no sono, na concentração, constrangimento e isolamento social.5
Na mesma linha da poluição, vale mencionar que a fumaça de cigarro é uma grande inimiga da pele, e tem sido destacada como altamente prejudicial à dermatite atópica e também à alopecia androgenética ou calvície, uma doença geneticamente determinada que pode ser agravada por fatores com a fumaça de cigarros.1
A poluição atmosférica tem íntima relação com as alterações do clima. Assim, quando o clima está seco por conta da baixa umidade relativa do ar, nossa pele tende a ressecar.6 Por isso, manter adequadas a higienização e a hidratação da pele é essencial para se proteger e combater os sinais gerados pelos efeitos atmosféricos.6
O primeiro passo na batalha entre poluição e saúde da pele é fazer uma higienização caprichada. Isso vai mantê-la livre dos poluentes que se acumularam durante o dia.7 O banho deve ser bem rápido e com água morna, especialmente para quem tem a pele mais ressecada.6 É importante nessa etapa utilizar um sabonete adequado para o seu tipo de pele.7 Veja a seguir os mais indicados.
Para o rosto, é recomendável uma higienização durante o dia e outra à noite. Complementar a limpeza com demaquilantes, água micelar ou tônicos pode ajudar a remover os resquícios de qualquer sujeira que não tenha sido eliminada durante o banho ou a lavagem.7
Pele saudável é pele hidratada! Então, a ordem é investir nessa etapa para manter a camada de proteção da pele íntegra, livre de descamação, ressecamentos e problemas causados pela poluição, como envelhecimento precoce e inflamações.7
Os produtos que combatem o ressecamento intenso são os mais indicados para preservar a barreira da pele.6 E lembre-se de usar produtos específicos para o corpo e para o rosto.7
Ah, e um alerta para quem tem pele oleosa: ela também precisa ser hidratada! Nesse caso, vale buscar pelos hidratantes oil free e que não aumentem a oleosidade.7
Outra dica para manter a pele saudável é a hidratação de dentro para fora: beber, no mínimo, dois litros de água.7
A relação entre poluição e pele é daquelas que praticamente temos que aceitar e conviver, principalmente diante da urbanização intensa dos dias de hoje.1 Dessa forma, o mais indicado mesmo é aprender a proteger a nossa pele com uma boa higiene, hidratação e utilização de produtos específicos apropriados.6,7
Compartilhe esse conteúdo nas redes sociais para que mais pessoas tenham conhecimento da delicada relação entre poluição e pele, possam se proteger, evitar e amenizar desfechos mais complexos, como o envelhecimento precoce da pele e até mesmo o câncer de pele.1,2
Referências
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