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Publicado em: 15 de janeiro de 2025
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Dia 21 de dezembro marcou o início do verão no Hemisfério Sul que vai até 20 de março de 2025. Caracterizado pela elevação da temperatura, pelos dias mais longos que as noites, as mudanças rápidas nas condições do tempo e a ocorrência de chuvas fortes.1
Muito sol, temperaturas altas e céu azul: o verão é um convite para sair de casa e aproveitar a vida ao ar livre. A estação mais quente do ano requer cuidados para evitar a desidratação, problema frequente, que afeta pessoas de qualquer idade e que muitas vezes é subestimado.2 Quando não tratada a tempo, pode trazer complicações para outras doenças.2
A pouca ingestão de líquidos pode causar desde sensação de fraqueza até ressecamento das mucosas.2 Saber identificar os sintomas dessa condição é fundamental para o tratamento correto.
Quais os sintomas da desidratação?
A desidratação acontece quando o nosso corpo perde uma quantidade maior de líquido do que a que foi reposta.2 Geralmente é causada pela exposição ao calor e uma baixa ingestão de água.2
Em dias de temperaturas elevadas, o corpo tenta se refrescar de diferentes formas, como dilatando os vasos sanguíneos e transpirando mais, tornando a perda de líquido maior que o normal.3
Uma pessoa desidratada tende a apresentar fraqueza, mal-estar, ressecamento de mucosas – como boca, nariz e olhos -, ficar muito tempo sem urinar, além de sentir irritação.2
Se a condição não for devidamente percebida e tratada, pode evoluir para um quadro de hipertermia, caracterizada por náuseas, vômitos, contrações musculares, tonturas, dor de cabeça e convulsões.4
O diagnóstico desse quadro é feito a partir da observação do paciente, combinada à análise de seu histórico, exame físico e laboratorial.5
No público infantil, são avaliadas a perda de elasticidade da pele e umidade das membranas mucosas, olhos fundos e a não produção de lágrimas ao chorar.5 Já em adultos e idosos, essas manifestações podem não ser tão confiáveis.5
Outros exames físicos podem ser realizados, como a verificação da pressão arterial ao levantar e o ritmo cardíaco.5 Porém, essas medições podem ser difíceis em alguns indivíduos, como atletas após competições ou pessoas com problemas de circulação.5
Uma das alternativas recomendadas é a pesagem, que ajuda a verificar a perda de líquidos, visto que uma variação significativa de peso pode indicar desidratação.5 Também podem ser realizados exames laboratoriais para investigar os níveis de sódio no sangue e densidade da urina.5
No verão, é necessário aumentar o consumo de água.1 Para a maioria das pessoas, é indicado consumir 2 litros de água por dia. Porém, para quem realiza esforços físicos intensos, recomenda-se entre 3 e 4 litros de água por dia.6
Portanto, mantenha sua garrafinha sempre abastecida. Para evitar o esquecimento, use o despertador do celular como lembrete a cada hora. Inclusive, já existem aplicativos que ajudam a monitorar o quanto você se hidrata ao longo do dia.
Você pode também adicionar fatias de frutas, como limão ou laranja, ou ainda consumir água de coco. Já o consumo de cafeína e álcool devem ser evitados por facilitarem a desidratação.4
Quando o calor aperta, é fundamental redobrar os cuidados com a alimentação. Evite refeições quentes. Prefira frutas, verduras e legumes, que são refrescantes e cheios de vitaminas e fibras.4
Para manter um bom nível de energia no organismo, o ideal é que a alimentação ocorra a cada 3 horas.4 Antes de preparar as refeições, lave bem os alimentos e armazene-os de maneira apropriada, para evitar contaminações que podem resultar em diarreia e vômito, que contribuem para a perda de líquido.4
Dias de calor pedem roupas leves e frescas, como as confeccionadas em algodão e de cor clara.4 O uso de óculos de sol e boné também é bem-vindo para se proteger das altas temperaturas.4
Para quem costuma se exercitar regularmente, em especial ao ar livre, a dica é evitar a prática no período mais quente do dia – 10h e 16h.4 Prefira as primeiras horas da manhã ou o fim de tarde, quando as temperaturas estão mais baixas.4
Hidrate-se antes, durante e depois da atividade física e proteja a pele com protetor solar.4
A reposição rápida da água perdida é a base do tratamento da desidratação n.7 Em caso de grande déficit de líquidos, esse processo é feito com a administração de fluidos isotônicos.7
Para casos mais graves, a substância deverá ser reposta em maior quantidade.7 Em indivíduos idosos ou com problemas no coração ou nos rins, os líquidos são prescritos em volumes menores, sendo ajustados conforme necessário.7
Os médicos avaliam a resposta do organismo, verificando a pressão arterial, os batimentos cardíacos, os níveis de lactato no sangue – substância gerada quando os níveis de oxigênio nas células estão baixos -, e a quantidade de urina produzida.7
Normalmente, a solução isotônica é a mais usada, mas, em alguns quadros, podem ser utilizados outros tipos de fluído, como a albumina.5 Essa escolha depende do paciente.7
O soro comum, por exemplo, pode causar algumas alterações se usada em excesso, como uma acidez maior no corpo.7 Outras fórmulas também podem acarretar níveis baixos de sódio ou conter potássio, o que não é indicado para quem tem doença renal.7
Durante o tratamento, principalmente em quadros graves, são monitorados os níveis de sódio, mineral que controla os níveis de água no corpo e o funcionamento dos nervos e músculos.7
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Referências
1. Instituto Nacional de Meteorologia. [internet]. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/noticias/ver%C3%A3o-2024-2025-confira-a-previs%C3%A3o-para-a-esta%C3%A7%C3%A3o. Acesso em 18 dez. 2024.
2. Ministério da Saúde. Determinadas doenças são mais comuns no verão; saiba quais são e como prevenir. [Internet]. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/fevereiro/determinadas-doencas-sao-mais-comuns-durante-o-verao-saiba-quais-sao-e-como-prevenir. Acesso em 18 dez. 2024.
3. Lim YH, Park MS, Kim Y, Kim H, Hong YC. Effects of cold and hot temperature on dehydration: a mechanism of cardiovascular burden. Int J Biometeorol. 2015 Aug;59(8):1035-43.
4. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Cuidados com a saúde dos idosos no verão. [Internet] 2014. Disponível em: https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/12/R28.pdf. Acesso em 18 dez. 2024.
5. Armstrong LE, Kavouras SA, Walsh NP, Roberts WO. Diagnosing dehydration? Blend evidence with clinical observations. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2016 Nov;19(6):434-438.
6. Ministério da Saúde. Como tomar mais água durante o dia? [Internet] 2022. Disponível em:https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2019/como-tomar-mais-agua-durante-o-dia.
7. Taylor K, Tripathi AK, Jones EB. Adult Dehydration. [Updated 2022 Oct 3]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK555956/. Acesso em 18 dez. 2024.
Artigo elaborado em 18 de dezembro de 2024.
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