Saúde da Mulher
Maternidade
Menopausa
Período Fértil
Dermatologia
Cuidados com a Pele
Saúde da Pele
Respiratória
Cuidados Respiratórios
Doenças Respiratórias
Cardiologia
Saúde do Coração
Saúde Mental
Transtornos Emocionais
Neurologia
Transtornos Neurológicos
Gastro
Saúde Intestinal
Oncologia
Câncer
Publicado em: 8 de fevereiro de 2025
Assuntos abordados
É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a Doença de Alzheimer, certo? Por muito tempo conhecida como o “mal” de Alzheimer — nomenclatura que já foi alterada —, essa condição faz parte do grupo de doenças neurodegenerativas.1
Por conta disso, é muito importante saber exatamente como lidar com esse diagnóstico e entender quais são os primeiros passos para cuidar dos pacientes com Alzheimer.
Recebeu esse diagnóstico recentemente ou conhece alguém que começou a trilhar os caminhos nessa jornada? Sem problemas! Continue a leitura para tirar as suas principais dúvidas sobre o tema.
O primeiro ponto é entendermos o que é a doença de Alzheimer, certo? Então, vamos lá! Um detalhe importante é que essa condição faz parte de um grupo chamado de demências.1
Esse, por sua vez, é um termo geral usado para descrever quando alguém tem um grande declínio nas habilidades mentais, a ponto de atrapalhar suas atividades diárias.1 “Coisas simples como lembrar onde colocou algo importante, entender o que está lendo ou até se comunicar com os outros podem se tornar muito difíceis para quem tem a doença de Alzheimer”, conta o Dr. Antonio Damin, neurologista e consultor da Libbs.
A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por pelo menos 60% dos casos em pessoas com 65 anos ou mais. É uma condição progressiva, o que significa que começa devagar e vai piorando aos poucos.1
A doença de Alzheimer afeta o cérebro, dificultando funções como memória1-2, atenção, linguagem, raciocínio e capacidade de tomar decisões.1 Além disso, a condição pode gerar sintomas comportamentais, que vão desde a agitação até a agressividade.1
Embora a doença de Alzheimer em si não cause diretamente a morte, ela deixa a pessoa mais vulnerável a outros problemas de saúde, como infecções ou complicações relacionadas ao corpo, que vai ficando mais fraco. Esses problemas acabam podendo levar ao falecimento.1
De modo geral, a condição tem sintomas que mudam de acordo com o seu estágio. Por isso, ela é dividida em fases, dependendo de como o cérebro está funcionando e do impacto na vida da pessoa. As fases principais são:1
Essas fases ajudam a entender a progressão da doença, mas são diferentes das regras usadas no manual oficial de diagnósticos, chamado DSM-5.1
No início, o sintoma mais comum é a perda de memória de curto prazo, ou seja, a dificuldade para lembrar eventos recentes. Por exemplo, a pessoa pode esquecer o que acabou de fazer ou onde deixou algo, mas ainda se lembra bem de eventos antigos.1
Depois disso, outros problemas aparecem, como:1
“Essas mudanças afetam atividades do dia a dia, como dirigir, gerenciar o dinheiro ou cozinhar.”, explica o Dr. Damin.
Conforme a doença avança, surgem mais dificuldades. Uma delas diz respeito à linguagem, já que a pessoa pode esquecer palavras. Outra dificuldade é para se localizar em lugares familiares.1
Além disso, há sintomas neuropsiquiátricos envolvidos, como:1
Outra questão importante abrange os problemas motores e sensoriais. Um deles é a dificuldade em realizar movimentos aprendidos, como usar talheres. Além disso, é possível que apareçam problemas com o sono ou sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson.1
Nos estágios finais, surgem reflexos mais primitivos e a perda do controle sobre o corpo (como incontinência). Nesse momento, é possível que a pessoa se torne totalmente dependente de cuidadores.1
Apesar de não existir um exame que acuse o Alzheimer em um laudo, o diagnóstico pode ser feito a partir de alguns passos. Tudo começa com um bom levantamento da história médica e um exame físico detalhado.1
Além disso, como alguns pacientes podem não perceber seus próprios sintomas, informações da família e dos cuidadores são muito importantes. Também é útil avaliar as atividades do dia a dia, desde as mais básicas (como comer e se vestir) até as que exigem mais planejamento, como fazer compras.1
Depois, são feitos exames neurológicos, que ajudam a descartar outras condições. Testes como o Mini-mental ou o Avaliação Cognitiva de Montreal (MoCA) avaliam funções cognitivas.1 Outros exames devem ser feitos, como:1
Por sua natureza progressiva, a doença de Alzheimer não tem cura; ao menos, não até agora.1 “Muitos estudos e pesquisas estão sendo conduzidos com o objetivo de encontrar uma solução para esta doença”, conta o Dr. Damin. No entanto, há tratamentos para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados.3
A identificação precoce da Doença de Alzheimer é de extrema importância por diversas razões. Primeiramente, detectar a doença em seus estágios iniciais permite que o paciente e sua família se preparem adequadamente para o futuro, o que facilita a tomada de decisões importantes.3
Além disso, a detecção precoce oferece a chance de iniciar tratamentos e terapias que podem não apenas aliviar os sintomas, mas também desacelerar a progressão da doença. Embora ainda não haja cura para o Alzheimer, diversos medicamentos e abordagens terapêuticas podem proporcionar uma melhor qualidade de vida para o paciente.3
“Após o diagnóstico, o melhor caminho é a pessoa se manter informada e buscar tratamentos atualizados, que visem não só tratar os sintomas, mas também retardar o avanço da doença”, explica o Dr. Damin.
Já que estamos falando sobre o tratamento, que tal explicarmos um pouco como ele funciona? Como você viu, não há cura para o Alzheimer, e a abordagem dos sintomas é o melhor caminho para lidar com a condição.1,4
No geral, dois grupos principais de medicamentos são aprovados para tratar o Alzheimer: inibidores da colinesterase e antagonistas parciais do receptor N-metil-D-aspartato (NMDA) do glutamato.1
O primeiro grupo é responsável por aumentar os níveis de acetilcolina, neurotransmissor essencial para a comunicação neuronal e funções cognitivas, como aprendizado e memória.1
Dentre os efeitos colaterais comuns, é possível citar náuseas, vômitos e diarreia. Além disso, esse primeiro grupo de medicamentos é contraindicado em pacientes com anormalidades graves de condução cardíaca.1
O outro grupo reduz a acumulação intracelular de cálcio. É aprovado para estágios moderados a graves do Alzheimer. Nesse caso, os efeitos colaterais incluem tontura, dores no corpo, dor de cabeça e constipação.1
Além disso, é essencial abordar sintomas como ansiedade, depressão e psicoses, especialmente nos estágios intermediários e finais da doença. Claro, também vale apostar em mudanças positivas para o paciente, como:1
Agora que você conhece as principais informações sobre a doença de Alzheimer, tenha atenção a eventuais sinais. Caso note algum sintoma em você ou em alguém do seu convívio, não hesite em procurar apoio médico.
Para mais informações sobre como cuidar da saúde e melhorar o bem-estar de modo geral, leia outros conteúdos do portal A Vida Plena, uma ótima fonte de informação para quem busca conhecer mais sobre o próprio corpo.
Conteúdo elaborado em: 29 jan. 2025.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências:
1. Kumar A, Sidhu J, Lui F, et al. Alzheimer Disease. [2024]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025. [Acesso em Fev. 2025]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499922.
2. Silva MVF, Loures CMG, Alves LCV, de Souza LC, Borges KBG, Carvalho MDG. Alzheimer’s disease: risk factors and potentially protective measures. J Biomed Sci. 2019;26(1):33.
3. Juganavar A, Joshi A, Shegekar T. Navigating Early Alzheimer’s Diagnosis: A Comprehensive Review of Diagnostic Innovations. Cureus. 2023;15(9):e44937.
4. Bomasang-Layno E, Bronsther R. Diagnosis and Treatment of Alzheimer’s Disease: An Update. Dela J Public Health. 2021;7(4):74-85.
As festas de fim de ano costumam ser marcadas por encontros, histórias compartilhadas e lembranças...
Sem tempo para ler? Clique no play abaixo para ouvir esse conteúdo. Esquecer onde colocou...
Você é cuidador de pessoa com Alzheimer e se sente sobrecarregado? Confira as nossas dicas...
A cefaleia tensional é um tipo comum de dor de cabeça que causa uma sensação...
A enxaqueca é uma condição neurológica bastante comum. Segundo algumas estimativas, cerca de um bilhão...
A enxaqueca é um distúrbio neurológico caracterizado por crises de dores de cabeça de forte...