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A gestação e o pós-parto são períodos da vida da mulher que envolvem inúmeras alterações físicas, hormonais, psíquicas e de inserção social, as quais podem refletir diretamente em sua saúde mental. As mudanças provocadas pela maternidade envolvem fatores socioeconômicos, principalmente nas sociedades em que a mulher está inserida no mercado de trabalho, participando do orçamento familiar e cultivando interesses profissionais e sociais diversos.

Quais são os sintomas da depressão pós-parto?

A depressão pós-parto (DPP) é uma condição comum que afeta 15% a 30% das mulheres no pós-parto e pode persistir, se não tratada corretamente, por até cerca de um ano em 40% das mulheres.3


Entretanto, a maioria dos casos apresenta melhora espontânea em um período de três a seis meses, caracterizando-se por humor deprimido, cansaço, ansiedade excessiva, insônia, irritabilidade, alterações do apetite e do peso, além de dificuldades e perda de prazer nos cuidados com o bebê, o que costuma resultar em sentimento de culpa. Tais sintomas afetam, portanto, a relação mãe- -filho ou toda a estrutura familiar e devem ser diagnosticados precocemente para minimização de tais prejuízos.4


Na DPP, há sugestão de haver um componente ansioso mais proeminente, além de pensamentos recorrentes de causar danos à assistência e aos cuidados com o bebê que geram grande sofrimento à mulher. Além disso, é
frequente o relato de sentimentos ambivalentes acerca do bebê e de opressão pela responsabilidade de cuidar dos filhos. Esses dados ajudam a especificar o conceito de DPP – algo ainda não totalmente definido na medicina.5

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