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A endometriose é caracterizada pela implantação do endométrio (tecido que reveste a cavidade uterina) fora do útero. Em um processo normal, a mulher elimina o endométrio durante a menstruação. Contudo, algumas células podem migrar no sentido oposto e se alojar na cavidade abdominal, multiplicando-se e provocando uma reação inflamatória.1

Geralmente, a suspeita clínica da patologia envolve a história clínica da paciente e exames físicos. Durante a consulta médica, a abordagem da sintomatologia e história pessoal e familiar são consideradas. Entretanto, a apresentação clínica da doença varia consideravelmente, sem características clínicas específicas, o que dificulta o diagnóstico.1

O tratamento da endometriose deve ser individualizado, levando-se em conta sempre os sintomas da paciente e o impacto da doença e de seu tratamento sobre a sua qualidade de vida. Uma equipe multidisciplinar especializada deve
ser, sempre que possível, envolvida, na tentativa de fornecer um tratamento capaz de abranger todos os aspectos biopsicossociais da paciente.1

Nos últimos 30 anos, estudos estão sendo realizados visando desvendar essa enigmática e complexa doença, buscando entender que diferentes mecanismos etiopatogênicos e fisiopatológicos estão envolvidos, bem como novas terapias.1

A prevalência da endometriose é bastante elevada, especialmente em pacientes portadoras de infertilidade
e dor pélvica crônica.1

Conheça alguns fatos importantes sobre a doença acessando o PDF produzido pela Libbs:

Referência:

  1. FEBRASGO (Brasil). Endometriose: do diagnóstico ao tratamento. Feminina, São Paulo, v. 49, n. 3, p. 135-140, jan. 2021. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/FeminaZ2021Z49Z-Z3.pdf. Acesso em: 07 mar. 2023.